ótica

Sempre tinha algum projeto em mente, vários ao mesmo tempo. E um dos que se realizou, com grande formosura, permanecendo completamente esquecido pelos vãos das sarjetas e quase invisível durante sua execução, tratava-se de uma intervenção no meio da praça comercial, com seu colete de explorador e mala-de-alça: distribuindo panfletos publicitários (mas que, se lidos, continham diversos poemas seus ou de outros escritores rearranjados a seu modo), enquanto gritava “ótica, ótica, ótica…” — o jeito mais admirável que encontrou de se expor, se rebaixar ao nível da rua do comércio para ganhar a vida. Mas no seu caso, obviamente, não havia qualquer tipo de remuneração.

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