Uma passagem do Photomaton & Vox

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Agora o poema é um instrumento, mas não das disciplinas da cultura. É uma ferramenta para acordar as vísceras — um empurrão em todas as partes ao mesmo tempo. Bem mais forte que uma dose de LSD. Age no córtex cerebral, caímos em percepções novas, tudo se torna físico. (…) as tripas digerem o universo.

 

É num movimento incessante que Herberto Helder se reescreve como corpo-linguagem E, não sob a ideia de “poesia” “acessória”, o autor/poema se coloca como espaço de potência e transmutação. De entrar naquilo e cair dentro, num certo abismo. “Perder cidades”, nomes. [Em momentos consideráveis a gente gosta…]

 

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